Comunicação para combater as crises hídrica e energética

*Anselmo Ferreira

A atual crise hídrica começou e, a exemplo de 2001, as empresas precisam se comunicar –
e bem – para não trazer danos aos negócios, nem comprometer os seus custos industriais.

Sabe-se, pela mídia, que os reservatórios das usinas hidrelétricas de várias regiões (do Estado de SP e do país) estarão ainda este mês com um quarto de sua capacidade, ou seja, estão quase no fim e a temporada das estiagens ainda nem chegou. Lembrando que a Estiagem é um período prolongado de baixas chuvas – ou até ausência delas, especialmente em algumas regiões – em que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição, causando inclusive a seca, promovendo um grave desequilíbrio hidrológico, que afetam o sistema elétrico nacional, com possível e consequente racionamento de eletricidade.

Reflexo desta conduta são os riscos de blecautes, ou em português claro: os chamados apagões.
Dentro deste contexto, o Ministério das Minas e Energia discute com as empresas, o consumo de energia fora dos horários de pico, entre 18 e 21 horas.

Logo, cada empresa vai precisar ajustar a sua produção, bem como seu pessoal dentro de uma nova conceituação de tempo, o que envolve uma quebra de paradigmas, como novos horários de refeições, transporte, entre outros serviços de apoio.

Mais que nunca, o verbo comunicar, determinará essas quebras de comportamento para as empresas continuarem a manter seus negócios e compromissos econômicos e sociais sem solavancos.

Planejamento

Assim, elas deverão priorizar um Planejamento Estratégico de Comunicação, contemplando a emissão de materiais, que não apenas sinalizem sobre os novos comportamentos em relação aos horários de produção, mas, e, principalmente, a respeito do próprio integrante da força de trabalho e sua família abraçarem a causa de economizar energia em suas casas e no trabalho.
Materiais on-line serão primordiais nesse sentido, a exemplo de vídeos curtos e informativos, postados no Youtube, por exemplo, com amplo alcance dentro da empresa e na família.

Além do mais, será preciso elaborar materiais impressos, como cartilhas, manuais de bolso, entre outros e, algum com linguagem jornalística, mostrando bons exemplos e sugestões do próprio pessoal para que se sintam integrantes do problema (com elevado grau de pertencimento), tipo um jornal impresso ou digital.

Para implementar meios de economia de energia e água, nada como um bom Plano de Sugestões Digital, que igualmente deverá ser bem divulgado no momento.
Intervenções de atores pela fábrica sem aglomerar, pois, ainda temos de combater a Covid, igualmente serão fundamentais a compor a comunicação.

Ao lado destas ações é sempre bom criar um logotipo da campanha e instalar cartazes, banners e faixas pelas unidades.

 *Anselmo Ferreira é jornalista e mestre em comunicação.
É diretor da Unit Comunicação (www.unitcomunicaçãodigital.com.br);
anselmo@unitpress.com.br